Em entrevista ao Pedagogicamente, Nayra Guedes, detalha a transição da rede estadual para o projeto de Recomposição e Ampliação das Aprendizagens e a expansão do Cepfor em nova sede


Pedagogicamente – o podcast da Seduc/GO, produzido pela Comunicação Setorial, tem o objetivo de debater temas das políticas públicas da Educação. O episódio pode ser visualizado na íntegra através deste link. Com apresentação de Marcley Matos, o
podcast busca aproximar os estudantes, pais e educadores aos temas centrais que moldam o futuro da Educação em Goiás.
Com foco direcionado à formação continuada de professores e à recomposição das aprendizagens, o Pedagogicamente recebeu, em seu quinto episódio, a superintendente de Apoio ao Desenvolvimento Curricular da Seduc/GO, Nayra Guedes. Para começar a conversa, a gestora explicou um dos pontos principais, a unificação das três frentes: formação de professores, tutoria pedagógica e material didático autoral.
Ela explica que antes esses projetos aconteciam de forma isolada e que após a pandemia da Covid-19 houve a junção. “Entendemos que recompor aprendizagens era um conjunto de coisas. Enquanto o material didático é elaborado de forma autoral, a equipe de formação conversa diretamente com a produção do material para que o que está no papel chegue à formação do professor. Concomitante a isso, a tutoria está imersa para orientar a aplicação prática nas escolas”, afirmou Nayra.
Recomposição e ampliação das aprendizagens
A superintende ainda explica que após a pandemia, foi preciso um resgate pedagógico e a rede estadual expandiu o objetivo de atuação. Para a superintendente, a política pedagógica evoluiu para o projeto Recomposição e Ampliação das Aprendizagens. Esse trabalho é norteado por uma matriz de habilidades essenciais criada bimestralmente com base no diagnóstico das avaliações da própria rede.
Essas habilidades são sinalizadas por cores, dentro dos materiais didáticos, para orientar os docentes sobre onde é necessário recuperar conteúdos e onde é possível avançar. “A gente precisa dar um passo atrás para poder avançar. A gente recompõe e, em seguida, amplia o que o estudante já sabe. Tudo funciona de maneira articulada com a avaliação em bloco no final do bimestre”, pontuou a superintendente.
Formação em pares e mediação do cotidiano escolar
Outro pilar da estrutura pedagógica em Goiás é a formação em pares. Em cada Coordenação Regional de Educação (CRE), uma dupla de professores formadores, dividida entre as áreas de Língua Portuguesa e Matemática, dedica 20 horas semanais à formação de colegas e outras 20 horas à regência de classe na mesma unidade escolar.
Segundo Nayra, a formação garante trocas legítimas entre os profissionais, pois o formador vivencia a mesma realidade da sala de aula. Essa proximidade também auxilia na abordagem de desafios transversais e dilemas contemporâneos, como: combate ao bullying, conflitos geracionais e mediação da convivência escolar.
Sede própria para o Cepfor e expansão presencial
Com previsão de inauguração ainda em 2026, o Centro de Estudos, Pesquisa e Formação dos Profissionais da Educação (Cepfor) passa a contar com uma sede própria e de grande porte. A infraestrutura coloca Goiás entre os poucos estados do país a ter um centro de formação estruturado sob uma política estadual aprovada por lei.
A nova sede abrigará formações presenciais direcionadas a formadores da rede, professores ingressantes do concurso de 2022 e atenderá, também, demandas específicas solicitadas pelas coordenações regionais. “Nosso objetivo é ampliar o contato presencial, o ‘cara a cara’, que traz resultados significativos. O novo espaço dará suporte tanto para a formação estruturada da rede quanto para as demandas pontuais dos coordenadores e gestores”, concluiu a superintendente.
